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Orthopedic & Trauma SolutionsOctober 11, 2022INVAMED Medical Affairs

Retirar Placas e Parafusos? O Que Orienta Esta Decisão

A decisão de retirar placas e parafusos depende dos sintomas, da localização do material, da idade do doente e do historial de infeção — não de uma regra fixa.

"Isto tem mesmo de sair em algum momento?" é uma pergunta que os cirurgiões ortopédicos ouvem frequentemente de doentes que recuperaram bem de uma fratura, mas que continuam a notar o material por baixo da pele. Não existe uma resposta universal sobre se as placas e os parafusos devem ser retirados — a decisão é individualizada e depende de uma combinação de sintomas, localização do implante, idade do doente, nível de atividade e da eventual ocorrência de complicações durante a consolidação. Este artigo descreve os principais fatores que os cirurgiões geralmente ponderam ao considerar a remoção eletiva de material, sem sugerir uma resposta única aplicável a todos os casos.

A Remoção de Material É Alguma Vez Medicamente Necessária?

A remoção enquadra-se em duas grandes categorias, e esta distinção é importante para a forma como a decisão é abordada.

Remoção com indicação médica é considerada quando existe um problema clínico específico — infeção em torno do implante, falha ou fratura do material, um parafuso ou placa a causar irritação mecânica em tendões ou tecidos moles circundantes, ou pseudartrose que exija cirurgia de revisão. Nestas situações, a remoção (por vezes combinada com fixação de revisão) é geralmente recomendada pelo cirurgião responsável, como parte do tratamento do problema subjacente.

Remoção eletiva, em contrapartida, é solicitada pelo doente ou considerada pelo cirurgião na ausência de qualquer complicação específica, muitas vezes porque o material é palpável, ligeiramente desconfortável, ou simplesmente porque o doente prefere não ter implantes permanentes. A remoção eletiva é opcional e é avaliada caso a caso, não sendo uma etapa padrão após a consolidação da fratura.

Que Fatores Ponderam os Cirurgiões Antes de Recomendar a Remoção?

Diversas variáveis entram tipicamente na discussão entre cirurgião e doente:

  • Sintomas — dor persistente, irritação ou uma sensação de "engate" perto do material têm maior probabilidade de justificar a remoção do que material que é apenas visível ou palpável sem desconforto.
  • Localização — material próximo da superfície da pele, com pouca cobertura de tecidos moles (como em torno do tornozelo, da clavícula ou do cotovelo), está mais frequentemente associado a irritação do que material em áreas com cobertura muscular mais espessa, como o fémur.
  • Idade e nível de atividade do doente — doentes mais jovens, muito ativos, ou atletas, podem levantar a questão da remoção com mais frequência devido a preocupações com a proeminência do material durante a atividade, embora isto não seja uma regra fixa.
  • Estado de consolidação óssea — a remoção geralmente não é considerada até a fratura estar totalmente consolidada e a imagiologia confirmar consolidação óssea adequada, uma vez que uma remoção prematura poderia comprometer o osso em cicatrização.
  • Historial de infeção — qualquer infeção prévia em torno do material altera o cálculo de risco e é tipicamente avaliada com maior cautela.
  • Risco cirúrgico de um segundo procedimento — todas as cirurgias adicionais acarretam os seus próprios riscos, incluindo exposição à anestesia, infeção e a possibilidade de nova fratura através dos antigos orifícios dos parafusos, o que deve ser ponderado face ao potencial benefício da remoção.

Manter o Material no Local Causa Problemas a Longo Prazo?

Para a maioria dos doentes, as placas e os parafusos mantidos, fabricados a partir de materiais biocompatíveis como o titânio, são bem tolerados indefinidamente e não requerem remoção apenas pela passagem do tempo. Os implantes de titânio, incluindo os utilizados em sistemas como a linha de cavilhas intramedulares CytroFIX, são geralmente concebidos para biocompatibilidade a longo prazo, uma vez consolidada a fratura. A simples presença de material, sem sintomas, não é tipicamente considerada motivo para remoção.

Quando Pode um Cirurgião Recomendar Contra a Remoção?

Os cirurgiões podem desaconselhar a remoção eletiva quando o material é assintomático, quando a remoção acarretaria um risco cirúrgico significativo em relação ao benefício, ou quando o implante está numa localização em que a extração é tecnicamente difícil ou apresenta maior risco de lesão nervosa ou tendinosa. Em alguns casos, uma placa ou parafuso considerado "incómodo" do ponto de vista estético pode não justificar os riscos de uma operação adicional, particularmente se não houver comprometimento funcional.

Como É Tomada a Decisão, na Prática?

Em última análise, a decisão de retirar placas e parafusos é partilhada entre doente e cirurgião, com base em exame físico, revisão de exames de imagem e uma discussão sobre os objetivos e preocupações específicos do doente. Não existe uma recomendação genérica aplicável a todos os implantes ou a todos os doentes — um médico qualificado determina a adequação da remoção com base no quadro clínico individual. Mais informação sobre os tipos de material utilizados na fixação de fraturas está disponível na página de soluções de trauma ortopédico da INVAMED.

A partir de que momento após a cirurgia é que a remoção do material pode sequer ser considerada?

A remoção tipicamente não é considerada até a fratura estar totalmente consolidada, o que é confirmado através de imagiologia de controlo e avaliação clínica pelo cirurgião responsável. O momento varia consoante o tipo de fratura, a localização e a evolução individual da consolidação.


A disponibilidade do dispositivo e o status regulatório variam de acordo com o país. Entre em contato com INVAMED ou seu distribuidor local autorizado para obter informações regulatórias atuais aplicáveis ​​à sua região.

Revisto por: INVAMED Medical Affairs

Este conteúdo destina-se à formação de profissionais de saúde e não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre as diretrizes clínicas e as instruções de utilização do produto.

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