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Peripheral Arterial Disease (PAD)August 24, 2022INVAMED Medical Affairs

Angioplastia vs Stent: É Sempre Necessário Recorrer a Ambos?

Angioplastia vs stent na doença arterial periférica: uma explicação equilibrada sobre quando a angioplastia com balão isolada é suficiente e quando se acrescenta a colocação provisória de stent.

Os doentes que se preparam para um procedimento arterial periférico assumem frequentemente que a angioplastia e a colocação de stent são apenas dois nomes para o mesmo tratamento. Na realidade, tratam-se de passos relacionados, mas distintos, e nem toda a angioplastia precisa de ser seguida de colocação de stent. Compreender a diferença — e o conceito de "colocação provisória de stent" — ajuda a explicar por que razão alguns doentes saem do laboratório de hemodinâmica com um stent e outros não.

O Que a Angioplastia Faz por Si Só

A angioplastia com balão consiste em fazer avançar um cateter-balão desinsuflado até ao local de uma artéria estreitada ou bloqueada e insuflá-lo para comprimir a placa contra a parede do vaso, alargando o lúmen e restabelecendo o fluxo sanguíneo. Nalgumas lesões, particularmente estreitamentos mais curtos e menos calcificados, a angioplastia isolada pode produzir um resultado duradouro sem qualquer dispositivo adicional. As propriedades elásticas e estruturais próprias da artéria determinam o quão bem esta se mantém aberta após a retirada do balão.

Por Que Razão se Acrescenta por Vezes um Stent

Um stent é um dispositivo em forma de armação deixado no local para manter a artéria mecanicamente aberta. Torna-se necessário quando a angioplastia isolada não produz um resultado adequado ou duradouro — por exemplo, se o vaso apresentar recolha elástica significativa em direção ao seu estado estreitado, ou se a angioplastia causar uma dissecção que limite o fluxo (uma rutura na parede do vaso) que precise de ser fixada. Esta abordagem, em que um stent só é colocado se a angioplastia isolada se revelar insuficiente, é frequentemente designada colocação provisória de stent.

Como Decidem os Médicos se É Necessária a Colocação de Stent?

A decisão é tipicamente tomada em tempo real durante o procedimento, com base no aspeto angiográfico da artéria imediatamente após a insuflação do balão. Os fatores que favorecem a colocação de um stent incluem estreitamento residual significativo, uma dissecção que possa limitar o fluxo sanguíneo ou levar a uma oclusão aguda, e características da lesão conhecidas por apresentarem maior probabilidade de recolha, como segmentos mais longos ou mais fortemente calcificados. A localização da lesão também tem influência, uma vez que artérias sujeitas a dobragem ou compressão significativas, como as situadas junto a articulações, podem ser tratadas de forma diferente de segmentos mais retos.

Existem Situações em Que a Colocação de Stent É Planeada Desde o Início?

Nalguns casos, particularmente em lesões mais longas ou mais complexas, ou em localizações específicas como a artéria ilíaca, pode optar-se pela colocação primária de stent — colocar um stent como parte do plano de tratamento inicial, em vez de aguardar para avaliar o resultado da angioplastia — com base nas características da lesão e na evidência disponível para esse segmento vascular. Esta decisão reflete o critério clínico relativo à lesão específica, e não uma regra fixa, sendo que ambas as abordagens, provisória e primária, continuam a fazer parte da prática intervencionista padrão, consoante o caso.

Considerações sobre os Dispositivos em Ambas as Abordagens

Quer o stent seja colocado de forma provisória ou primária, os stents autoexpansíveis de nitinol, como o Atlas Peripheral Stent System da INVAMED, são concebidos para flexionar com o movimento do vaso nas artérias periféricas, de acordo com as características de conceção reportadas pelo fabricante, enquanto uma gama de cateteres-balão de ATP apoia a componente de angioplastia do tratamento. Os detalhes sobre ambas as categorias de dispositivos encontram-se disponíveis na página de doença arterial periférica da INVAMED, sendo a escolha da abordagem e dos dispositivos específicos determinada pelo médico assistente com base na lesão e na anatomia do doente.

A colocação de um stent significa que a artéria não voltará a estreitar?

Não. Os stents podem continuar a ser afetados por um processo designado reestenose, em que o tecido volta gradualmente a crescer dentro ou à volta do stent ao longo do tempo. Recomenda-se, em geral, um seguimento regular para monitorizar esta possibilidade, independentemente de ter sido realizada apenas angioplastia ou angioplastia com colocação de stent.


A disponibilidade do dispositivo e o status regulatório variam de acordo com o país. Entre em contato com INVAMED ou seu distribuidor local autorizado para obter informações regulatórias atuais aplicáveis ​​à sua região.

Revisto por: INVAMED Medical Affairs

Este conteúdo destina-se à formação de profissionais de saúde e não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre as diretrizes clínicas e as instruções de utilização do produto.

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