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Varicose VeinAugust 22, 2022INVAMED Medical Affairs

Varizes vs Telangiectasias: Diferenças e Tratamentos

Compare varizes e telangiectasias (vasinhos) quanto ao tamanho, causa e abordagem de tratamento habitual para compreender melhor estas condições venosas comuns.

Os doentes perguntam frequentemente sobre a diferença entre varizes e telangiectasias (vasinhos), porque as duas condições são muitas vezes mencionadas em conjunto, ainda que tenham um aspeto e um comportamento bastante distintos na avaliação clínica. Ambas se enquadram no espectro mais amplo da doença venosa e podem surgir nas pernas, mas diferem no tamanho, na profundidade sob a pele, nos sintomas típicos e na forma como costumam ser abordadas. Compreender esta distinção pode ajudar os doentes a ter uma conversa mais informada com o médico sobre o que estão a observar e quais os passos de avaliação que poderão seguir-se.

Como São Classificadas Estas Duas Condições Quanto ao Tamanho?

A classificação do tamanho das veias é uma das formas mais claras de distinguir as duas condições. As telangiectasias, clinicamente designadas por esse termo, são muito pequenas, geralmente com menos de 1 milímetro de diâmetro, e surgem como linhas finas, vermelhas, azuis ou arroxeadas, em forma de teia, próximas da superfície da pele. As veias reticulares representam um passo acima em termos de tamanho — veias pequenas, planas, azul-esverdeadas, algo maiores do que as telangiectasias mas ainda menores do que as varizes verdadeiras. As varizes são maiores ainda, habitualmente descritas como salientes, tortuosas (em forma de corda) e palpáveis, o que significa que muitas vezes podem ser sentidas como um cordão em relevo sob a pele. Esta classificação baseada no tamanho reflete-se na distinção entre C1 (telangiectasias/veias reticulares) e C2 (varizes) utilizada nos sistemas de estadiamento clínico padrão para a doença venosa.

O Que Causa Tipicamente o Desenvolvimento de Cada Tipo?

Ambas as condições estão relacionadas com o funcionamento das válvulas unidirecionais no interior das veias, mas o significado clínico pode diferir. As varizes estão frequentemente associadas a incompetência valvular subjacente em veias superficiais de maior calibre, permitindo que o sangue se acumule e que a veia se dilate e sobressaia ao longo do tempo. As telangiectasias podem, por vezes, ocorrer com uma veia nutridora subjacente que contribui para o refluxo, mas muitos casos são considerados predominantemente estéticos, sem refluxo significativo numa veia tronco de maior calibre. Entre os fatores contribuintes frequentemente citados para ambas as condições incluem-se a permanência prolongada em pé, os antecedentes familiares, fatores hormonais e a idade, embora as causas individuais variem e devam ser avaliadas por um médico, e não presumidas apenas pelo aspeto.

As Telangiectasias Podem Alguma Vez Indicar um Problema Venoso Mais Amplo?

Esta é uma preocupação comum, e a resposta honesta é: por vezes, mas nem sempre. Como as telangiectasias podem ocasionalmente ser alimentadas por uma veia reticular ou safena incompetente, o médico pode recomendar um ecodoppler para verificar a presença de refluxo em veias de maior calibre que alimentam a zona, particularmente se as telangiectasias forem extensas, recorrentes após tratamento, ou acompanhadas de dor ou inchaço. Em muitos outros casos, as telangiectasias são isoladas e não estão relacionadas com um padrão de refluxo subjacente significativo. É por isso que se recomenda geralmente uma avaliação clínica, em vez de autodiagnóstico, antes de assumir qualquer um dos cenários.

Comparação das Abordagens de Tratamento Habituais

As abordagens de tratamento para estas duas condições diferem principalmente devido ao tamanho e à profundidade dos vasos envolvidos.

  • As telangiectasias e as veias reticulares são habitualmente tratadas com abordagens do tipo escleroterapia, em que uma solução é injetada para encerrar o vaso de pequeno calibre, ou com determinados tratamentos a laser de superfície destinados a vasos muito superficiais. Estas abordagens são geralmente consideradas maioritariamente estéticas quando não existe refluxo subjacente significativo.
  • As varizes, particularmente quando associadas a refluxo numa veia superficial de maior calibre, como a veia safena magna ou a veia safena parva, são mais frequentemente tratadas com técnicas de encerramento por cateter, realizadas sob orientação ecográfica. Estas incluem abordagens térmicas, como a ablação endovenosa a laser, e abordagens não térmicas, como os sistemas de encerramento com cianoacrilato ("cola venosa").

Nenhuma das categorias de tratamento é universalmente superior à outra; a opção adequada depende do tamanho e localização do vaso, da confirmação (ou não) de refluxo e do quadro clínico geral do doente, aspetos que um médico qualificado avalia antes de recomendar um plano de ação.

Uma Condição É Mais Grave do Que a Outra?

As varizes estão mais frequentemente associadas a sintomas como dor, sensação de peso ou inchaço ao final do dia e, nalguns doentes, estão relacionadas com a progressão para alterações cutâneas se o refluxo não for tratado durante um período prolongado. As telangiectasias são geralmente consideradas de menor risco do ponto de vista funcional e são mais frequentemente tratadas por motivos estéticos. No entanto, "mais grave" é um termo relativo, e a gravidade em qualquer uma das categorias varia consideravelmente entre indivíduos — algumas pessoas têm telangiectasias extensas sem quaisquer complicações, enquanto outras têm pequenas varizes que causam desconforto notável.

Os leitores que pretendam uma visão mais ampla das categorias de dispositivos utilizados no tratamento das varizes, incluindo opções para veias incompetentes de maior calibre, podem consultar a página da categoria de produtos para varizes da INVAMED como referência.

Qual é a diferença entre veias reticulares e telangiectasias?

As veias reticulares são um pouco maiores do que as telangiectasias, apresentando-se como vasos planos, azul-esverdeados, mesmo abaixo da pele, ao passo que as telangiectasias são mais finas, em forma de teia, e mais próximas da superfície. Ambas são consideradas vasos de menor calibre em comparação com as varizes verdadeiras e enquadram-se nos estádios iniciais da classificação clínica venosa padrão.


A disponibilidade do dispositivo e o status regulatório variam de acordo com o país. Entre em contato com INVAMED ou seu distribuidor local autorizado para obter informações regulatórias atuais aplicáveis ​​à sua região.

Revisto por: INVAMED Medical Affairs

Este conteúdo destina-se à formação de profissionais de saúde e não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre as diretrizes clínicas e as instruções de utilização do produto.

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