A rinite alérgica — os espirros, a congestão e a comichão desencadeados pela exposição a alergénios — é habitualmente gerida com anti-histamínicos, corticosteroides nasais e evicção de alergénios. A fototerapia intranasal, por vezes designada por rinofototerapia, oferece um mecanismo totalmente diferente: utiliza energia luminosa direcionada, administrada diretamente dentro da cavidade nasal, para modular a resposta imunitária local responsável pelos sintomas alérgicos. Este artigo explica como funciona a tecnologia e como é habitualmente um ciclo de tratamento.
O Que É a Fototerapia Intranasal?
A fototerapia intranasal envolve a administração de uma combinação específica de comprimentos de onda de luz — tipicamente ultravioleta B (UVB) de banda estreita, luz visível e comprimentos de onda infravermelhos — diretamente na mucosa nasal, através de um dispositivo especializado. Ao contrário dos medicamentos sistémicos que atuam em todo o organismo, esta abordagem localizada visa o tecido onde a inflamação alérgica realmente ocorre. O tratamento é geralmente classificado como não farmacológico, o que significa que não depende da absorção de fármacos nem de efeitos hormonais sistémicos para alcançar o resultado pretendido.
Como Afeta a Exposição à Luz os Sintomas Alérgicos?
O mecanismo proposto por trás da fototerapia intranasal envolve o efeito destes comprimentos de onda específicos sobre as células imunitárias presentes na mucosa nasal, incluindo mastócitos, linfócitos T e eosinófilos — todos com um papel na cascata alérgica que produz sintomas como a libertação de histamina, o edema e a produção de muco. Ao atuar localmente sobre estas populações celulares, a terapia destina-se a ajudar a limitar a libertação de histamina e a reduzir a resposta inflamatória a jusante, responsável pelos espirros, pela comichão e pela congestão característicos da rinite alérgica.
O Que Envolve, Tipicamente, uma Sessão de Tratamento?
As sessões com dispositivos de fototerapia intranasal são, em geral, breves, comummente cerca de cinco minutos por tratamento, e são tipicamente administradas em série, ao longo de um ciclo de tratamento definido, e não como uma aplicação única. Os doentes relatam comummente ausência de sensação de calor durante o tratamento, uma vez que a terapia depende de comprimentos de onda de luz específicos, e não de energia térmica, para alcançar o seu efeito. Como o tratamento é localizado e não invasivo, é, em geral, bem tolerado e não requer anestesia nem sedação.
O Sistema de Fototerapia Voltran da INVAMED
A disponibilidade do dispositivo e o status regulatório variam de acordo com o país. Entre em contato com INVAMED ou seu distribuidor local autorizado para obter informações regulatórias atuais aplicáveis à sua região.
Quem Pode Considerar Esta Abordagem?
A fototerapia intranasal pode interessar a doentes com rinite alérgica sazonal ou perene que prefiram limitar ou complementar a utilização de medicação, ou que não tenham alcançado um controlo sintomático adequado apenas com abordagens farmacológicas padrão. Como em qualquer tratamento da rinite alérgica, a resposta individual varia, e é um médico qualificado quem determina a adequação, com base no padrão sintomático, nos fatores desencadeantes da alergia e nos antecedentes de tratamento.
A fototerapia intranasal acarreta os mesmos riscos que a exposição UV na pele?
A terapia utiliza comprimentos de onda controlados e de banda estreita, administrados localmente dentro da cavidade nasal, sob parâmetros de tratamento definidos, o que difere da exposição UV de amplo espectro e sem proteção na pele. Quaisquer preocupações sobre a exposição cumulativa à luz devem ser discutidas com o clínico prescritor, que pode consultar as Instruções de Utilização do dispositivo para orientação sobre os limites de tratamento.
