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Vascular HealthFebruary 22, 2026INVAMED Medical

Um guia sobre varizes para profissionais de saúde

Um guia completo para profissionais de saúde sobre varizes, abrangendo etiologia, diagnóstico e opções de tratamento. Otimizado para SEO, este artigo acadêmico fornece insights sobre o gerenciamento de doenças venosas crônicas, adaptados para fabricantes de dispositivos médicos como a INVAMED.

Um guia sobre varizes para profissionais de saúde

Introdução

As veias varicosas, uma manifestação prevalente de doença venosa crônica, afetam uma parcela substancial da população adulta global. Essas veias dilatadas e tortuosas, encontradas predominantemente nas extremidades inferiores, vão além da mera preocupação cosmética, apresentando um espectro de sintomas e complicações potenciais que afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Para os profissionais de saúde, uma compreensão abrangente das veias varicosas – desde a sua fisiopatologia complexa até às modalidades diagnósticas e terapêuticas avançadas – é crucial para proporcionar um atendimento ideal ao paciente. Este guia acadêmico tem como objetivo fornecer aos profissionais de saúde uma visão geral baseada em evidências sobre varizes, abrangendo seu diagnóstico, tratamento e manejo em longo prazo. Este recurso é adaptado para fabricantes de dispositivos médicos, como a INVAMED, e profissionais de saúde comprometidos em aprimorar seus conhecimentos clínicos e refinar estratégias de atendimento ao paciente em saúde venosa.

Etiologia e Fisiopatologia

A gênese das veias varicosas envolve uma interação complexa de predisposições genéticas, comprometimentos estruturais da parede venosa e forças hemodinâmicas adversas. O principal mecanismo subjacente é a incompetência valvular no sistema venoso, que facilita o fluxo sanguíneo retrógrado e, consequentemente, eleva a pressão intravenosa. Essa hipertensão sustentada leva à dilatação, alongamento e tortuosidade característicos das veias. Embora a fisiopatologia precisa continue a ser uma área de pesquisa ativa, vários fatores essenciais contribuem para esta condição progressiva [1].

**Predisposição genética:** Um notável agrupamento familiar de veias varicosas sugere uma forte suscetibilidade hereditária, potencialmente ligada a fraquezas inerentes na integridade da parede venosa ou defeitos congênitos na função da válvula venosa [1].

**Válvulas Incompetentes e Paredes Vasculares Enfraquecidas:** Válvulas venosas funcionais são essenciais para manter o fluxo sanguíneo unidirecional em direção ao coração. Nas veias varicosas, essas válvulas tornam-se disfuncionais, permitindo o refluxo sanguíneo e impondo pressão excessiva nas paredes venosas. Com o tempo, esse estresse crônico leva ao enfraquecimento e à perda de elasticidade nas paredes das veias, exacerbando assim a dilatação e a tortuosidade venosa [1].

**Pressão intravenosa aumentada:** Condições que elevam cronicamente a pressão intra-abdominal, como obesidade, gravidez, constipação crônica ou presença de tumores abdominais, podem impedir o retorno venoso das extremidades inferiores, contribuindo significativamente para o desenvolvimento de veias varicosas [1]. Ocupações que exigem ficar em pé por muito tempo também aumentam a pressão hidrostática nas veias das pernas, comprometendo ainda mais a integridade do sistema venoso [1].

**Fatores de risco:** Além dos fatores genéticos, a idade avançada e o sexo feminino são fatores de risco bem estabelecidos. Acredita-se que as flutuações hormonais, particularmente aquelas associadas à gravidez e à terapia com estrogênio exógeno, contribuem para o relaxamento da parede venosa. Fatores de risco adicionais incluem história de trombose venosa profunda (TVP), que pode causar danos às válvulas venosas, e a presença de shunt arteriovenoso [1].

Diagnóstico

O diagnóstico preciso de veias varicosas requer uma avaliação clínica meticulosa, complementada por estudos de imagem avançados.

Apresentação Clínica

As manifestações clínicas das veias varicosas apresentam uma variabilidade considerável, variando desde casos totalmente assintomáticos até doenças sintomáticas graves. Os pacientes freqüentemente relatam sintomas localizados, como dor, sensação de queimação, prurido e formigamento diretamente nas veias afetadas. Os sintomas mais generalizados que afetam todo o membro inferior podem incluir dor, sensação de peso, cólicas, latejamento, inquietação e edema. Esses sintomas são geralmente exacerbados pela permanência prolongada em pé e geralmente encontram alívio com a elevação das pernas [1].

**Exame Físico:** Um exame físico completo envolve inspeção cuidadosa e palpação do membro afetado. Os profissionais de saúde devem documentar meticulosamente o tamanho, distribuição e extensão das veias varicosas, juntamente com a presença e características do edema. Alterações cutâneas, como hiperpigmentação, eczema ou ulceração, são indicativas de estágios mais avançados de doença venosa. Um sinal diagnóstico crítico é **corona flebectatica**, caracterizada por telangiectasias em forma de leque e pequenas veias varicosas ao redor do tornozelo, servindo como um marcador precoce de doença venosa avançada [1]. Outros indicadores de doença avançada incluem diminuição da mobilidade do tornozelo, atrofia branca (uma área circular esbranquiçada de tecido cicatricial circundada por capilares dilatados) e lipodermatosclerose (alterações do tecido dérmico e subcutâneo resultantes de inflamação crônica) [1].

**Sistema de classificação CEAP:** O sistema de classificação CEAP (Clínica, Etiológica, Anatômica, Fisiopatológica) fornece uma estrutura padronizada e reconhecida mundialmente para categorizar doenças venosas crônicas, incluindo veias varicosas. Permite uma documentação sistemática da gravidade clínica (C0-C6), etiologia, distribuição anatômica e mecanismos fisiopatológicos subjacentes da doença, facilitando a comunicação consistente e o planejamento do tratamento entre os médicos [1].

Estudos de imagem

Em casos de doença venosa grave ou quando a terapia intervencionista é contemplada, estudos de imagem avançados são indispensáveis para um diagnóstico preciso e planejamento estratégico de tratamento.

**Ultrassonografia Duplex Venosa:** Esta técnica não invasiva, indolor e amplamente acessível é o padrão ouro para avaliar o sistema venoso dos membros inferiores. A ultrassonografia duplex fornece informações anatômicas e fisiológicas detalhadas, permitindo a identificação de junções safenas incompetentes, quantificação de seu diâmetro, avaliação da extensão do refluxo e localização e dimensionamento precisos de veias perfurantes incompetentes. Além disso, desempenha um papel crucial na exclusão de trombose venosa profunda aguda e oculta e tromboflebite superficial [1]. O refluxo é normalmente definido por durações específicas de fluxo retrógrado em vários segmentos venosos (por exemplo, superior a 350 milissegundos em veias perfurantes, superior a 500 milissegundos em veias superficiais e profundas da panturrilha e superior a 1.000 milissegundos em veias femoropoplíteas) [1].

**Outras modalidades de imagem:** Embora a ultrassonografia duplex continue sendo a principal ferramenta de diagnóstico, outras técnicas de imagem, incluindo tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM), venografia e pletismografia, podem ser criteriosamente empregadas quando a ultrassonografia venosa produz resultados inconclusivos ou para cenários de planejamento cirúrgico complexos [1].

Opções de tratamento

O tratamento das veias varicosas abrange uma ampla gama de abordagens, que vão desde estratégias conservadoras até terapias intervencionistas sofisticadas. A seleção do tratamento mais apropriado é altamente individualizada, dependendo da sintomatologia do paciente, preferências, considerações de custo, complicações potenciais e disponibilidade de recursos especializados [1].

Gestão Conservadora

As medidas conservadoras frequentemente representam a linha inicial de tratamento, particularmente para paliação sintomática e em coortes de pacientes que não são candidatos a procedimentos intervencionistas, expressam relutância em relação à intervenção ou estão grávidas [1].

**Terapia de compressão:** Meias de compressão, bandagens elásticas e dispositivos de compressão pneumática intermitente são utilizados rotineiramente para atenuar os sintomas, reduzindo o acúmulo venoso e melhorando o retorno venoso. Embora a compressão possa proporcionar alívio sintomático, evidências robustas que apoiam sua eficácia no tratamento de varizes na ausência de úlceras venosas ativas ou curadas permanecem limitadas [1]. As diretrizes do Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE) de 2013 defendem a compressão externa principalmente quando o tratamento intervencionista se mostra ineficaz ou como terapia primária exclusivamente em gestantes [1].

**Modificações no estilo de vida:** Ajustes simples, porém impactantes, no estilo de vida podem melhorar significativamente a carga dos sintomas. Estas incluem praticar atividade física regular, conseguir redução de peso em pacientes obesos, elevar o membro afetado e evitar assiduamente períodos prolongados de pé ou esforço. A adoção de roupas não restritivas e o gerenciamento proativo dos fatores de risco cardiovascular também contribuem positivamente para a saúde venosa geral [1].

**Flebotônicos:** Esses agentes, administrados por via oral ou tópica, são frequentemente derivados de extratos de plantas e têm como objetivo aumentar o tônus venoso, diminuir a hiperpermeabilidade capilar e reduzir a viscosidade do sangue. Exemplos proeminentes incluem extrato de semente de castanha da Índia (Aesculus hippocastanum) e diosmina. Embora certos flebotônicos possam conferir alívio sintomático da dor, edema e prurido, estudos de longo prazo que avaliam rigorosamente sua segurança e eficácia sustentada são frequentemente escassos [1].

Tratamentos Intervencionistas

Para pacientes que apresentam sintomas ou complicações significativas, as terapias intervencionistas oferecem soluções mais definitivas e duradouras. A última década testemunhou uma notável mudança de paradigma em direção às técnicas endovasculares minimamente invasivas [1].

**Ablação Térmica:** Esta modalidade terapêutica envolve a destruição direcionada de veias comprometidas através da aplicação de calor.

  • **Ablação térmica a laser externo:** Esta técnica é ideal para o tratamento de telangiectasias (vasinhos), utilizando luz laser absorvida pela hemoglobina para induzir a termocoagulação [1].
  • **Ablação Térmica Endovenosa (EVTA):** Abrangendo tanto a ablação endovenosa a laser (EVLA) quanto a ablação por radiofrequência (RFA), a EVTA é empregada para vasos de maior calibre, como a veia safena magna. Sob orientação precisa do ultrassom, um cateter de fibra laser ou de radiofrequência é meticulosamente inserido na veia. O calor gerado coagula o sangue, levando ao fechamento permanente da veia e ao subsequente redirecionamento do fluxo sanguíneo para vasos saudáveis ​​e pérvios. A EVTA é normalmente realizada sob anestesia local, facilita a recuperação rápida do paciente e é recomendada como tratamento de primeira linha para varizes sintomáticas com refluxo valvar objetivamente documentado em pacientes não grávidas [1]. Uma complicação potencial, embora geralmente temporária, é o dano nervoso atribuível à lesão térmica [1].

**Escleroterapia Endovenosa:** Este procedimento envolve a injeção de um agente esclerosante diretamente nas veias superficiais. Este agente induz uma reação inflamatória no endotélio, culminando em fibrose e oclusão final da veia. A escleroterapia é geralmente indicada para veias de pequeno a médio porte (variando de 1 a 5 mm de diâmetro) ou para tratamento de varizes recorrentes no pós-operatório. Os agentes comumente utilizados incluem solução salina hipertônica, tetradecil sódico (Sotradecol) e polidocanol (Varithena). O agente esclerosante, frequentemente preparado como uma espuma misturada com o ar, desloca o sangue e reage quimicamente com o revestimento venoso, selando e cicatrizando eficazmente a veia [1].

**Cirurgia:** Historicamente, a ligadura cirúrgica e a remoção das veias safenas constituíam o padrão de tratamento. No entanto, com o advento de técnicas endovasculares menos invasivas e igualmente eficazes, a intervenção cirúrgica é agora frequentemente considerada uma opção terapêutica de terceira linha, após ablação térmica endovenosa e escleroterapia [1]. As abordagens cirúrgicas contemporâneas empregam incisões menores para minimizar cicatrizes e reduzir complicações. Procedimentos como a flebectomia envolvem a remoção de segmentos de veias danificadas por meio de punções minúsculas [1].

Dados de resultados e eficácia comparativa

Estudos comparativos rigorosos avaliaram criticamente os perfis de eficácia e segurança de vários tratamentos intervencionistas. Uma revisão Cochrane seminal de 2014 concluiu que a ablação endovenosa a laser, a ablação por radiofrequência e a escleroterapia com espuma demonstram eficácia comparável às intervenções cirúrgicas tradicionais para varizes da veia safena magna [1].

**Taxas de recorrência e complicações:** Embora a cirurgia convencional tenha relatado historicamente uma taxa de recorrência em cinco anos variando de 20% a 28%, as técnicas endovenosas contemporâneas apresentam resultados comparáveis ​​ou superiores em longo prazo. A probabilidade de manutenção da oclusão da veia safena em seis meses é comprovadamente maior com ablação ou cirurgia endovenosa a laser em comparação com a escleroterapia [1]. Além disso, a ablação endotérmica tem sido associada a uma menor incidência de recorrência de refluxo em um ano no tratamento da incompetência da veia safena parva em comparação com abordagens cirúrgicas [1]. Todas as três terapias intervencionistas primárias geralmente apresentam baixas taxas de complicações menores e maiores (tipicamente 1% a 7%), embora a formação de hematoma seja mais frequentemente observada com o tratamento cirúrgico [1]. A ablação endovenosa a laser parece oferecer vantagens sobre a cirurgia em termos de redução das taxas de falha técnica e diminuição da neovascularização [1].

**Tempos de recuperação:** As terapias não cirúrgicas frequentemente proporcionam aos pacientes intervalos de retorno ao trabalho mais rápidos e períodos de recuperação geral mais curtos em comparação com intervenções cirúrgicas. A ablação endovenosa a laser, em particular, é frequentemente melhor tolerada, associada a menos efeitos adversos e demonstra eficácia equivalente quando justaposta à escleroterapia e à cirurgia tradicional [1].

Conclusão

As veias varicosas representam um desafio clínico significativo, exigindo uma compreensão sofisticada da sua fisiopatologia subjacente, metodologias de diagnóstico precisas e um paradigma de tratamento altamente individualizado. Os profissionais de saúde devem permanecer assiduamente informados sobre o cenário em constante evolução das opções terapêuticas, abrangendo desde estratégias de gestão conservadoras até técnicas intervencionistas de ponta. O objetivo geral é otimizar os resultados dos pacientes, aliviar efetivamente os sintomas e prevenir complicações de forma proativa, melhorando assim profundamente a qualidade de vida geral dos indivíduos afetados por essa condição generalizada.

Isenção de responsabilidade

Este artigo é fornecido apenas para fins informativos e não deve ser interpretado como aconselhamento médico. Os profissionais de saúde são aconselhados a consultar as diretrizes clínicas atuais, envolver-se no desenvolvimento profissional contínuo e exercer o seu julgamento profissional independente ao diagnosticar e tratar pacientes. Os pacientes devem sempre procurar aconselhamento médico personalizado de um profissional de saúde qualificado para qualquer problema de saúde.

Referências

[1] Raetz, J., Wilson, M. e Collins, K. (2019). Varizes: diagnóstico e tratamento. *Médico de Família Americano*, *99*(11), 682-688. [https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2019/0601/p682.html](https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2019/0601/p682.html)

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